Autoconhecimento e intuição no empreendedorismo.

Minha bagunça organizada, com vários projetos andando juntos.

Depois de um tempinho sem atualizar o blog, estou de volta! Não tenho bem certeza se já falei disso por aqui, mas sempre fui uma pessoa cheia de sonhos, projetos e objetivos, o complicado sempre foi e ainda é, organizar a execução de tantos planos e vontades. E por isso estou focada em dois novos lemas agora, o primeiro é o famoso “devagar e sempre” e o outro que tenho repetido para mim e para as pessoas a minha volta “a vida é mais sobre a caminhada do que a chegada”. Então aos poucos estou conseguindo encaixar na minha engrenagem, tudo que o que quero fazer, e assim estarei mais presente aqui também.

Dito isso, vamos ao assunto que me trouxe aqui hoje: autoconhecimento e intuição no empreendedorismo. Empreender para mim sempre foi uma certeza, lembra que falei que sempre fui cheia das ideias né? Pois é, ter meu próprio negócio, é algo que identifiquei queria, muito cedo na minha vida. E tenho visto que esse é um assunto crescente nos últimos anos. Não sei se é impressão a minha, mas acho que éramos criados para arranjar um bom emprego, talvez prestar um concurso e hoje já se fala um pouco mais em ser seu próprio chefe, fazer seus horários, enfim ser mais responsável pela sua carreira profissional talvez e não se acomodar. Muito provavelmente tenha alguma relação com a nova Era de Aquário, onde as pessoas estão buscando mais o que lhes dá prazer, além do retorno financeiro apenas. Acredito que essas mudanças também se relacionem com a crescente da presença da mulher no mercado de trabalho, sabemos que nossa sociedade ainda atribuí muito mais a mãe, do eu ao pai a responsabilidade pelos filhos e sendo assim, muitas mães empreendem por necessidade. E por fim, a pandemia que estamos vivendo, obrigou muitas pessoas a recomeçarem, a fazer novas escolhas. Alguns foram demitidos, muitos precisaram ficar em casa e assim, novos horizontes, necessidades ou até vontades começaram a surgir e o empreendedorismo foi solicitado. Resumindo, novas realidades trazem novos cenários, por ser a única opção ou por ser um sonho desengavetado, empreender se tornou cada vez mais recorrente.

Seja qual for o caminho que faz uma pessoa chegar até a escolha de empreender, existe uma palavra que nunca pode ser esquecida: persistência! As vezes as coisas fluem de forma mais natural, as vezes é uma árdua caminhada, mas persistir no que se acredita e quer, é essencial. A vida de empreendedor se relaciona muito bem com a vida como um todo, as coisas parecem que vão ser de um jeito e um dia do nada, você está em outro cenário. Portanto, saber o que se quer daquilo ali, mesmo que o objetivo seja simples, é fundamental. Saber para onde ir e persistir no que se acredita te dá uma certa sagacidade em ler as mudanças e se adaptar a elas.

Eu fiz alguns semestres de administração, e na faculdade de moda (na qual de fato me formei), fiz as cadeiras optativas que se relacionavam com meu objetivo inicial, que era ter meu próprio negócio. Em todos esses aprendizados e tudo que já li sobre esse universo, sempre vão falar da importância de conhecer mercado interno e externo, de estar atento aos acontecimentos, e isso inclui, tendências de comportamento, economia, política, tecnologia, seu cliente, seu concorrente e toda e qualquer coisa que possa influenciar em seus resultados. E eu concordo, tudo isso é indispensável. Porém existe uma coisa, que é a coisa mais importante de você conhecer, porque conhecendo isso, conseguimos lidar com qualquer coisa. O que você não pode deixar de conhecer é: você mesmo! Pode parecer meio bobo dizer isso, ou clichê para alguns, eu na verdade sempre pensei isso, mas só agora aos 31 anos de idade, entendi o que de fato isso significava.

Pois bem, todo mundo já ouviu falar em sexto sentido, intuição, premonição ou coisas afins, alguns acreditam, outros não. Mas a verdade é que não importa no que você acredita, mas tudo que você precisa está dentro de você, não tem como fugir. Tá parecendo meio papo de auto ajuda né? Mas que seja. E antes de pensar nossa que bobagem, ou sim eu já sei disso. Pare para pensar no seguinte, quantas vezes você fez algo simplesmente porque sentiu que era o que devia ser feito e deu certo? Ou quantas vezes você ignorou o que sentiu e quebrou a cara? A verdade é que sempre que a gente quebra a cara, é porque a gente ignorou algo que estava perfeitamente visível e isso vale para tudo, inclusive para os negócios. Talvez algumas pessoas pensem, “ai eu já passei por tal coisa, que eu não esperava”. Mas isso a gente se diz porque é mais confortável pensar que erramos por falta de informação, mas se a gente parar para pensar com bastante calma e relembrarmos cada passo que nos trouxe para aquela situação, vamos achar os momentos que o alerta nos foi dado e nós ignoramos.

Pois bem, venho contar agora uma experiência pessoal. Há cerca de 8 anos, como já mencionei em outros posts eu venho testando possibilidades do meu negócio que já foi reformulado muitas vezes até aqui. Sinto que agora estou com o projeto que eu precisava atingir e cada nova ideia só vou agregando. Mas o que queria contar é que, há mais ou menos 2 anos eu tive uma ideia que se relacionava com confecção, que é o que eu sempre quis fazer, e também com o universo infantil, que já era algo que eu nunca tinha pensado em trabalhar. Acho que foi porque nessa época comecei a cogitar desengavetar também o projeto da maternidade. Comecei a pensar como fazer um negócio infantil, que não fosse só mais uma marca de roupas infantis. Essa sempre foi uma coisa muito forte em mim, qualquer negócio que eu começasse, não queria que fosse só mais um. Claro que poderia ter outros iguais, mas sempre que pensava em oferecer algo, não queria que fosse comum. Enfim, formatei mais ou menos a ideia e perguntei para pessoas próximas o que achavam, como eu não tinha filhos, poderia estar pensando em coisas que não fossem funcionais e/ou interessantes. E o que aconteceu é que as várias respostas que tive, tinham algum ponto negativo para eu considerar e eu murchei. Aconteceram muitas coisas na minha vida naquele mesmo período, então talvez eu tivesse pausado o projeto de alguma forma, mas também ter seguido um sentimento meu poderia ter trazido algumas coisas legais para minha vida. Mas porque eu estou dizendo tudo isso? Porque essa semana eu descobri não uma, mas duas marcas com um negócio muito semelhante ao que eu tinha projetado, e as duas marcas iniciaram entre o ano passado e esse ano, ou seja, depois do que eu teria começado. E sabe qual foi a minha conclusão? Que é importante olharmos a volta sim, mas que o caminho tá sempre dentro da gente, eu poderia ter iniciado há 2 anos algo que poderia ter dado certo, mas eu travei pelos comentários de pessoas importantes pra mim. Essas pessoas fizeram por mal? Creio que não, era a opinião delas. Mas então o recado é esse, crie algum método de estar apenas consigo mesmo por alguns instantes todos os dias, se conheça um pouco mais a cada encontro e aprenda a se escutar, aprenda como encaixar cada pecinha do seu quebra cabeça. Porque quando nosso “eu interior” diz algo, o que os outros dizem, são só dos outros.

Publicado por florencerocha

Sou formada em Moda, pela Universidade Feevale, de Novo Hamburgo - RS e pós graduanda em Psicologia, Moda e Comportamento do Consumidor pela Uniara - Universidade de Araraquara - SP . Sou apaixonada por escrever e questionar as coisas!

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